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domingo, 20 de setembro de 2009

Mergulhando...

+ Mulheres no montanhismo.
+ ROKAZ BLOC - Festival de Boulder em BH
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Olás!

Como gosto de 'mergulhar' em tudo que faço, desta vez posso aplicar o sentido mais literal da palavra ao falar que mergulhei esse final de semana!!! hehehe


Finalmente tive a oportunidade de realizar meu primeiro mergulho com cilindro em águas salgadas, sentindo uma sensação de comprometimento e deslumbramento parecida com as sensações que a escalada me proporciona!

Há alguns anos atrás, fiz um curso de mergulho, porém no dia de realizar a descida mais profunda tive problemas para compensar.

Após passar pelo otorrinolaringologista (afff... ) e ele me tranquilizar de que estava tudo ok, concluímos que meu problema na ocasião deve ter sido um resfriado ou erro na compensação.

Graças a um trabalho visando realizar um check list detalhado e minucioso de tudo que envolverá uma vivência de trilhas e mergulho com um grupo escolar, tive novamente a oportunidade de mergulhar.

Assim como a escalada em rocha, o mergulho exige comprometimento e muita atenção em cada respirada, em cada momento, sempre ligada nas técnicas de segurança.

Curioso como se pode um dia estar no topo de uma montanha e no outro no fundo do oceano, e da mesma forma, sentir uma força gigantesca, uma sensação de liberdade junto com responsabilidade e paixão pela vida.

Além do mergulho, meu grupo pôde acompanhar um treinamento de dive masters que realizavam uma reciclagem sobre resgate no mar.

Entre as técnicas, visualizamos a simulação de resgate com forte correnteza, fazendo com que os mergulhadores tivessem que se organizar e montar uma estratégia de comunicação para encontrar a 'vítima' em baixo d'água.

Outra técnica treinada foi a retirada da vítima desacordada com o auxílio de uma corda posicionada nas costas para realizar o içamento.

E para finalizar, mais uma vez acompanhei uma simulação de RCP (Recuperação Cardio-Pulmonar), procedimento que costuma salvar muitas vítimas por afogamento.

Após a organização de todos os detalhes para levar a criançada para mais essa aventura, com checagem e contratação de instrutores e empresas especializadas, levantamento de trilhas, alojamento e comidas, meu corpo ansiava pela próxima escaladinha!!!

Enganada pelas previsões que insistiam em 90% de chuva para o domingo em São Bento do Sapucaí e arredores, a sede pela escalada foi amenizada por uma sequência de vias na Casa de Pedra Perdizes!

Cada vez mais tendenciosa a vias longas, me diverti guiando uma sequência de vias técnicas e verticais... Mais uma vez pude ter a certeza de que um 7c de regleteira hiper técnico pode dar mais trabalho do que um 8b esportivo no negativo quando não se pratica muito tal estilo...

E vamu que vamu, com muito esporte e paixão!!! Em resina, em rocha, na cidade grande, nas montanhas, no mar...

Obrigada a todos que dividiram esses ótimos momentos em Ilha Bela e até a próxima!
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MULHERES NO MONTANHISMO

Após finalizar minha palestra no estande da ABETA na Adventure Sports Fair, meu amigo Pedro Hauck me lançou uma questão:

"Vejo que existem muitas mulheres praticando a escalada pelo mundo e gostaria de saber por que você acha que no Brasil não existe um número significativo de mulheres que se lançam no montanhismo?"

Na ocasião, respondi que, resumindo, acredito que a mulher possui uma natureza delicada voltada mais a cuidar da prole e se resguardar, e que por mais que muitas não cheguem a ser mães, naturalmente a mulher foi 'feita' para procriar.

Pode-se dizer até que a própria TPM (Tensão pré-menstrual) é uma frustração do corpo feminino por não ter engravidado...

Porém, repensei essa questão pensando não só em mim, como em muitas mulheres que praticam o montanhismo pelo Brasil e pelo mundo, que igualam-se a muitos homens, e ao mesmo tempo não deixam de ser femininas, delicadas e mães.

Sendo assim, discuti um pouco o tema com o Pedro e percebi que ao menos no Brasil, o bloqueio é muito mais cultural do que uma questão de natureza.

A meu ver, tal bloqueio começa no fato de que apesar da mulher brasileira não utilizar a burca como nos países do oriente, a maioria dos brasileiros e brasileiras possui uma visão machista e preconceituosa, e isso reflete-se na escolha de atividades, entre elas as esportivas.

Sem dúvida, o Brasil 'castiga' as mulheres a serem escravas de um papel delicado, o que algumas superam, correndo atrás de uma essência que está por trás desse paradigma...

E para piorar ainda mais, o Brasil é um dos maiores ícones de beleza feminina e de certa forma essa imagem ajuda a frear que muitas mulheres sigam sua verdadeira natureza, massacradas por esse culto à perfeição exterior.

Sendo assim, a manutenção dos cabelos impecáveis, da pele jovem e hidratada, das unhas feitas, do corpo sem muitos músculos, sem roxos nas pernas, do perfume criado em laboratórios superando a essência natural, sem cicatrizes que marquem e relembrem uma história transformam as mulheres em criaturas em séries... e cheias de medo.

Medo de não conseguir, medo de se machucarem, medo de não serem aprovadas... medos.... E o medo as afasta da plenitude e faz com que vivam a busca por uma vida imposta pela sociedade...e NA sociedade.

Resumindo, o homem admira uma mulher que tenha coragem, resistência ao medo, controle do medo, mas no final das contas, ele também é regido por aquela imagem de mulher que será o modelo de mãe perfeita, aquela que foi feita para procriar enquanto ele 'caça'.

Sendo assim, atingir os cumes mais altos, desbrasvar montanhas e mares é um modelo de vida que pode ser vivido plenamente quando os estímulos externos e culturais permitem, não julgam e não condenam, ou quando não se tem medo de seguir o coração e o impulso interior.

O próprio Pedro Hauck me disse que escalou com algumas mulheres muito fortes que não ficavam atrás em nada durante as escaladas.

Concluímos então que não há impedimentos físicos para a mulher.

Concluímos ainda que pessoas, homens ou mulheres, que escolhem praticar atividades de aventura apenas pela imagem "descolada" que isso proporciona, acabam desistindo pois não 'mergulham' verdadeiramente no espírito.

"Acho que escalada e montanhismo é algo dificil mesmo e poucas pessoas se aprofundam. Claro que com uma cultura machista, das poucas meninas que começam, menos ainda são as que chegarão à nivel avançado, e infelizmente é isso o que tem acontecido, vide o campeonato paulista deste ano, que só teve uma menina inscrita", comentou Pedro em uma de nossas conversas.

Sendo assim, GO DEEP e acredite no seu potencial...
SEja na hora de ser mãe, ser pai, ser montanhista, ser um profissional, sejamos intensos, entregues e verdadeiros sejam qual forem as escolhas...

...Indenpendente de sexo, religião, raça, mergulhemos despidos de qualquer estímulo que vá contra a nossa natureza.

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ROKAZ BLOC - Festival de Boulder em Belo Horizonte

Depois do enorme sucesso da primeira edição, vai rolar a segunda edição do Rokaz Bloc, o festival de boulder da Rokaz.
O evento acontecerá no dia 26 de setembro das 14:00 às 17:00 hs.
Quem criará os 40 boulders de V0 a V10 será o Belê, então o evento promete muita qualidade e diversão!
Mais informações em:
http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=1714

Boas descobertas e muito luz a todos nós,
beijo,
Janine

2 comentários:

Paulo S. Sak disse...

Janine, bacana o que vc escreveu sobre Mulheres no Montanhismo. Se no começo achei a visão meio machista, depois concordei com tudo o que escreveu. É por aí. A questão é cultural, mas imagino que os paradigmas muitas vezes nos são impostos quando somos pequenos ainda... e quando nos damos conta disso, o tempo passou. Nunca é tarde é certo, mas as coisas poderiam ser diferentes desde o princípio. Gostei muito do seu pai! Um abraço a ele e parabéns pelo seu trabalho.

luciana maes disse...

realmente!! o preconceito das próprias mulheres com relação a escalada é complicado, quando digo que sai de casa,moro nos picos e não tenho televisão a quase dois anos sou vista como um etê, ai se digo que nem sei o que é a tal da cantora beionce...só piora! mas, devagarinho chegamos lá! vi que vc fez a gregos, linda via né!a amnésia tb não deixa nada a desejar! hehe e nada melhor do que cordadas femininas!!

bjo

... "Superfície azul do céu, asas em curva de dores, Fernão Capelo levanta e voa, porque voar é importante, mais que comer e viver.

Caro é pensar diferente, viver em infinitos, voar dias inteiros só aprendendo a voar. Gaivota que se preza tem de sentir as estrelas, analisar paraísos, conquistar múltiplos espaços.

Gaivota que se preza precisa buscar perfeição. Importante é olhar de frente, em uma, em dez, cem mil vidas.

... nada é limite: voa, treina, aprende, paira sobre o comum do viver.

Se o destino é o infinito, o caminho é nas alturas!"

(Fernão Capelo Gaivota)

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"Time stand still... I'm not looking back, but I want to look around me now, see more of the people and the places that surround me now...Time stand still...Freeze this moment a little bit longer, Make each sensation a little bit stronger, Experience slips away...The innocence slips away..."

(Rush and Climbing - since 1993)

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