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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Check out de mergulho: Feeding Fishes


Glub Glub!

Apesar de ter a impressão de que meu computador está balançando em terra firme, estou feliz por ter concretizado meu curso de mergulho básico!

Após a primeira etapa do campeonato brasileiro, dei um tempo nas trips de ESCALADA para descansar articulações e me dedicar ao mergulho!

Conversando com uma educadora que convivo profissionalmente nos últimos meses, concluí que essa experiência de ser 'beginner' em uma modalidade de aventura ajuda muito a lembrar e a entender melhor o que sentem iniciantes na escalada, e assim, guiá-los com mais compreensão e sabedoria. Eu sempre olhei para novos adeptos na escalada com muita fé, conferindo a todos, igualmente, um potencial enorme.

Para incentivá-los, procuro até hoje ser sincera no fato de que o medo faz parte do processo, e que todo equipamento parece ser complexo nas primeiras vezes.
Porém, com alguns dias de prática, o escalador já se familiariza.

Em meio ao desafio de dominar os mecanismos do equipamento, o escalador vai apaixonando-se pelo universo que só pode ser vivido intensamente com o uso de corda, mosquetão, sapatilha, costuras, cadeirinha e por aí vai...

Dentro desse universo da escalada estão cumes, ambientes inóspitos, contato maior com seu "eu real", introspecção, contato enorme com Vida, diversidades, integração social e novos lugares para conhecer.

Acredito que qualquer um, com dedicação e vontade pode ir mais alto... No caso do mergulho, mais profundo...

Digo isso, pois há 8 anos atrás, realizei um curso de mergulho, mas não consegui compensar (aliviar a pressão da água nos tímpanos) no dia da descida mais profunda que precederia o check-out no mar.

Foi frustrante na época, mas por algumas razões não me senti motivada a tentar novamente.

Porém, o "sonho" de olhar a vida submersa de pertinho manteve-se aceso no meu coração.

E não é que eu venci o trauma da primeira tentativa falida, tentei mais uma vez, com uma certeza que desta vez iria dar certo...
E deu!

E nesse processo, para mim, o apoio dos instrutores em cada detalhe, em cada momento, foi fundamental!

Após auxiliar na logística de uma viagem que levou alunos do ensino médio para mergulhar, fomos todos para Ilha Bela colocar em prática as habilidades praticadas na piscina.



Há 1 mês, eu já havia realizado um mergulho de 8 metros com cilindro, auxiliada por um dive-máster, e a compensação tinha sido tranquila.

Mais confiante com este fator determinante para mergulhar, acordamos para o primeiro dia do check-out na Ponta das Canas, parte norte da Ilha.

Ainda no café da manhã, meu companheiro de trabalho lançou a pergunta que determinou a 'sensação' do dia:
- "Você quer dramin?"
"Imagina, suuussa! Enjôo só na gravidez!", respondeu a beginner Janine...

Apesar do dia ensolarado, o mar estava mexido. Com muito balanço, rumamos para o ponto programado a fim de realizar dois mergulhos de cerca de 8 metros e colocar em prática as habilidades do curso.



Após montar e checar o equipamento, chegou a hora de mergulhar.
Uma sensação de enjôo intensa já me pertubava, mas eu, otimista como sempre, tinha certeza que ela passaria ao entrar na água...

Em meio a essa vivência desconhecida, não sabia se a sensação de confusão e enjôo era normal e iria passar... O problema é que a 8 metros de profundidade, percebi que ela me acompanhava.
"Jesuis! Mas que companheira mais desagradável..."

Seguindo concentrada e administrando regulador, respirações e enjôo, realizei as habilidades corretamente, aprovada pela insrutora Bianca, dive-máster super querida e competente da Narwhal.

Posteriormente, treinando atendimento de caimbras na superfície, finalmente me destaquei com louvor em "feeding fishes", prática que, podem apostar, vivenciei intensamente nesse dia!
(Ninguém fotografou esta ação... Fico devendo guys!)

Afff... Alimentar peixes é proibido pelo Ibama, eu sei...
Mas, que alívio foi me livrar daquele enjôo, colocando tudo para fora!
Até neste caso, concordo com Breuer e Freud que concluíram sabiamente:
Desabafar é o melhor remédio! heehehe

No final da tarde, após o mergulho, nosso grupo atracou na Pedra do Sino para um almoço seguido do típico rolê pelas pedras para encontrar a tal pedra que imita o barulho de um sino!

No dia seguinte, 'Dramin B6' foi um elemento precioso do meu café da manhã rumo à Ilha das Cabras.

Além de realizarmos o check-out das habilidades restantes com um mar ainda mais mexido na superfície (Oxe, sem enjôo algum ;-)!), conheci este santuário ecológico, com visibilidade ótima, arraias, estrelas do mar, ouriços roxinhos, brancos, pretos, peixes coloridos, muta vida!

Incrível como o mar tornou-se um liquidificador na superfície e uma paz mais profundamente!

"Posso pegar uma conchinha para minha filha?", perguntei ao meu instrutor.
Essa pergunta levou-o às trevas... hehehe...

"Imagina se cada um que viesse mergulhar, tivesse levado uma conchinha, você não teria mais nada para apreciar hoje!", falou ele sério.

"Então teremos que trazê-la aqui, mostrar a concha e colocar de volta depois", desculpei-me.

De volta ao barco, mais uma vez pensei: 'Viva o Dramin' e 'Viva a vida', feliz por ter acreditado em mim, não ter desistido e ter ampliado meus horizontes!



Parabéns a todos os meus companheiros de check-out pelo certificado!
Obrigada aos nossos queridos instrutores Marcelo, Neil e Bianca, e à Treehouse que, após muita pesquisa e logística, propiciou o pacote de mergulho à todos!



Outra diversão garantida que vale à pena na Ilha Bela é a Cachoeira da Toca.
Cobra-se R$ 10,00 pela entrada.
Achei justo, uma vez que pratica-se o esquibunda, com o uso de cordas para voltar ao tobogã natural, e disponibiliza-se repelente aos visitantes (essencial se vc não quiser 'ser carregado' pelos borrachudos).



A tchurma local e a molecada me impressionou com umas descidas acrobáticas de pé no tobogã, quicando cachoeira à baixo... "Isso sim é ser radical", pensei.
"Ainda bem que ainda não tive um filho homem, pois se o meu fosse fazer esse tipo de coisa, eu infartaria de preocupação!"...

E aí, então, voltamos às velhas questões de consciência corporal e familiarização com uma prática, controle de riscos e contato com o desconhecido, que toda atividade de aventura propicia.

Conhecida, mas nem por isso, menos arriscada e movimentada, é a volta à rotina paulista que segue com muito balanço com escalada, textos, revisões e desafios do dia a dia!

Para viver um pouco esse espírito de aventura na cidade, aí vai o trailer do Filme UP - Altas Aventuras...
Assisti no cinema e já virou parte da minha videoteca!
"Um velhinho de setenta anos passou a vida sonhando em explorar o planeta e viver a vida intensamente..." E ele foi atrás desse sonho.


Parabéns a todos os participantes que 'flutuaram' nos boulders do ranking paulista de escalada esse final de semana!
Confira os vencedores em: http://www.altamontanha.com

Uma ótima semana com muitas realizações e paz a todos,

Beijo,
Janine

Um comentário:

Parofes disse...

Olha, muito legal sair um pouco da escalada e mergulhar. Um dia faço isso.
Em relação ao filme, já vi e achei o máximo!
Se não me engano, a montanha que ele vai com a casa dele é o Monte Roraima!
Abraços e boas escaladas.

... "Superfície azul do céu, asas em curva de dores, Fernão Capelo levanta e voa, porque voar é importante, mais que comer e viver.

Caro é pensar diferente, viver em infinitos, voar dias inteiros só aprendendo a voar. Gaivota que se preza tem de sentir as estrelas, analisar paraísos, conquistar múltiplos espaços.

Gaivota que se preza precisa buscar perfeição. Importante é olhar de frente, em uma, em dez, cem mil vidas.

... nada é limite: voa, treina, aprende, paira sobre o comum do viver.

Se o destino é o infinito, o caminho é nas alturas!"

(Fernão Capelo Gaivota)

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"Time stand still... I'm not looking back, but I want to look around me now, see more of the people and the places that surround me now...Time stand still...Freeze this moment a little bit longer, Make each sensation a little bit stronger, Experience slips away...The innocence slips away..."

(Rush and Climbing - since 1993)

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