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terça-feira, 10 de abril de 2012

Saúde e escalada - Páscoa 2012

+  Escalada Esportiva: Retornando ao Setor Corujas
+ Conquista: Nova esportiva a caminho no setor Coimbra
+ Tradicional: ExpressoTransBaú
+ Parceria: Com a 4 climb no Chalk bloc
+ Escalada no eixo: com Biomecânica Funcional
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Olás!

Estou de volta às delícias da rocha, após uma parasitose bizarra que me atormentou nos últimos 3 meses.

Desejar saúde plena é para os sábios, pois, sem dúvida, essa é a maior riqueza do mundo para qualquer ser humano.
E, felizmente, com ela e mais alguns amigos maravilhosos, lá fomos nós mais uma vez escalar nesse feriado de Páscoa em São Bento do Sapucaí.

Na sexta-feira santa,  saimos de Sampa  para colocar as 'máquinas' no prumo em uma sessão de fisioterapia funcional com o super Danilo, em São José dos Campos, retomando contato com o trabalho de biomecânica aplicado no Brasil já há alguns anos pelo fisioterapeuta Pablo Scorza - profissionalismo incrível!

Delícia das delícias com algumas boas pitadas de dor acertando o eixo, após um período de fraqueza e descompensações por causa do parasita que andou sugando minhas preciosas vitaminas.

Graças a essa 'invasão', sucos energéticos, alimentação balanceada, etc, nenhum suplemento acaba sendo de grande valia se os nutrientes não são absorvidos adequadamente. Imagine só para uma esportista acostumada a correr e escalar diariamente...

Além de equilibrar a parte nutricional, há um bom tempo eu queria resgatar todo o equilíbrio corporal com mais afinco e esse período 'desacelerado' fisicamente me ajudou também a refletir sobre coisas essenciais para manter minha plenitude, tanto na escalada, como na vida.

Com o organismo buscando o equilíbrio, aproveitamos para desviar do trânsito caótico de São Paulo na saída de feriado. Definitivamente, a loucura dessa cidade grande, uma das maiores do mundo, ajuda a explicar o stress que muitos vivenciam hoje, mesmo sem qualquer 'parasita' infernizando.

De certa forma,  assim como em algumas parasitoses, o 'cidadão' vai aprendendo a lidar com a realidade urbana,  insistindo em pró da sobrevivência... e, muitos, sem oportunidades, acabam sugados... Não à toa, a loucura no trânsito, a falta de tato que vemos diariamente nas ruas... E quando o cara da big city se dá conta, já está  'debilitado'...

O contato com a área da saúde em São Paulo,  mesmo em bons hospitais, sem dúvida, me proporcionou um olhar mais sensível sobre a realidade que muitos sofrem. Uma dureza nacional, com certeza.

Como todo ser humano, tentando minimizar a 'insanidade' e aproveitando as oportunidades, parti mais uma vez para os ares de São Bento.

Lá, encontramos alguns amigos de Sampa e bolamos uma escalada no Setor Corujas para o sábado, local sempre bom para voltar à pressão, por oferecer vias atléticas, com agarras de pegas abertas e regletes generosos.

Enquanto isso, os escaladores Massa e Edu Felício seguiram para mais trabalho em uma nova conquista esportiva que iniciamos juntos  no final de semana passado no Setor Coimbra...

Taí mais uma via que promete uma escalada esportiva dura, com um visual incrível do Baú e do vale de São Bento, conquistada com muita gana pelo Massa, após limpeza da área com um bom extermínio (e algumas picadas) de marimbondos.

Assim que a via for batizada e finalizada, divulgo por aqui.

Já eu estava fanática por 'apertar' a rocha novamente, para fluir escalando qualquer coisa que surgisse pela frente, com consciência de que estive quase 3 meses em outra sintonia.

No Setor Corujas, aqueci equipando a Vôo da Coruja (8b) para ver a Sandra Nakamatsu e a Laís Akamine malharem esta belezura.

Comecei a pensar em algumas variantes para o futuro, para me divertir  nas transições de vias que encandei o ano passado no Setor.

Em um dia lindo, após curtir a cadena do Gustavo Gonçalves e Frank Fukunari na via Agente Laranja (9a), e lançar a vibe para o trabalho do Maeda no crux da 'Agente', fiquei muito feliz em repetir sua ascenção.

Posteriormente, fui equipar a Bazuca para o Gustavo conhecer (e fiz o serviço de faxina pesada na parede tirando as dezenas de teias de aranha!!!).

Como já era de se esperar, o Gustavo pirou na bela movimentação, mandou muito bem na primeira entrada e, mais uma vez, comprovou que experiência de escalada combinada com boa forma física (entenda-se leveza e trabalho aeróbio), facilitam muito para fluir na vertical ...
Show de escalada e energia positiva!

Com o sol se pondo e as headlamps ativadas, partimos das paredes do setor Corujas planejando a 'brincadeira' do dia seguinte - a via TransBaú na Face Norte do Baú.

A via foi aberta em solitário pela escaladora Karina Filgueiras em 2011, que possui muitas outras conquistas tradicionais em seu currículo. Confira detalhes e notícias sobre a linha em: http://karinafilgueiras.blogspot.com/feeds/posts/default .


O jantar de sábado à noite foi uma boa hora para estudar o croqui  da TransBaú e consultar os escaladores Marco Nalon, Mayla, Willian e Maria Ritha Torres que haviam escalado a via no sábado, confirmando o tempo utilizado para finalizar a via.
Desta forma, pudemos projetar melhor o tempo de nossa escalada no dia seguinte. 

Para mim, foi um espetáculo retomar o 'fanatismo' pela rocha mesclando um dia de escalada esportiva com outro conhecendo uma linha tradicional. 

Após nossa logística acertada, incluindo café da manhã reforçado programado para a  primeira luz do sol de domingo, lá fomos nós em 3 duplas - Sandra Nakamatsu e Gustavo Gonçalves, André Maeda e Laís Akamine, Frank Fukunari e eu.

Enquanto isso, o trio -  Massa, Edu Felício e Renato Mineiro partiram conosco desde o estacionamento da Ana Chata, desviando rumo à escada da Face Sul para o cume do Baú, para equipagem  e trabalho da Bagulho Ignorante - 9c.

TRANSBAÚ
Na base da Transbaú, a Sandrinha partiu guiando a primeira das 8 cordadas da via  (emendando as 2 primeiras), alternando as seguintes com o Gustavo.

O Maeda e  a Laís formaram a próxima dupla do nosso grupo, saindo logo em seguida do Gustavo, com o Maeda guiando, estreando a Laís nas tradicionais. A japinha também mandou muito, guiando, inclusive, a última cordada!

Frank Fukunari saiu em seguida da Laís (assim como as duplas anteriores, emendando as 2 primeiras cordadas), alternando comigo as guiadas.

Nessa vibe, fui premiada com a guiada da cordada do esticão de III sup de 60 metros, da P2 à P3, com a guiada da P4 à P5 (adorei o cruxzinho de 7º totalmente protegido, hehe), e com a útlima cordada no maravilhoso diedrinho da P7 à P8.
Valeu a parceria, Frank!

Foram cerca de 3 horas de escalada para cada dupla + tempo de contemplação no cume + aproximação + descida, totalizando 6 horas de muita diversão e movimento.

Valeu Karina por essa conquista! Croqui em : http://www.brasilvertical.com.br/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=5&Itemid=54

Fechei meu último dia com 37 anos ao lado de pessoas queridas com muito movimento, resgatando minha saúde e escalando em lugares maravilhosos como a Pedra do Baú e o Vale da Pedra da Divisa.

Foi muito especial! (tão especial e pleno que nenhum de nós lembrou que existem câmeras fotográficas.. hehe)...

Vlw galera... momentos registrados em nossa memória e em nossos corações!

Que venham muitas trips de escalada e até a próxima  - com a 4 climb no chalk bloc 2012, e com os ginásios 90 GRAUS e CASA DE PEDRA,  como sempre, ajudando a movimentar a prática da escalada esportiva, tradicional e boulder em Sampa!


Motivação a todos e até a Semana Brasileira de Montanhismo!
(confira mais no post anterior)

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... "Superfície azul do céu, asas em curva de dores, Fernão Capelo levanta e voa, porque voar é importante, mais que comer e viver.

Caro é pensar diferente, viver em infinitos, voar dias inteiros só aprendendo a voar. Gaivota que se preza tem de sentir as estrelas, analisar paraísos, conquistar múltiplos espaços.

Gaivota que se preza precisa buscar perfeição. Importante é olhar de frente, em uma, em dez, cem mil vidas.

... nada é limite: voa, treina, aprende, paira sobre o comum do viver.

Se o destino é o infinito, o caminho é nas alturas!"

(Fernão Capelo Gaivota)

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"Time stand still... I'm not looking back, but I want to look around me now, see more of the people and the places that surround me now...Time stand still...Freeze this moment a little bit longer, Make each sensation a little bit stronger, Experience slips away...The innocence slips away..."

(Rush and Climbing - since 1993)

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