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Este é um espaço com impressões sobre montanhismo, escalada, performance esportiva, qualidade de vida, educação, viagens e outras paixões que, desde muito cedo, alimentam minha alma.

Aqui, apresento de forma descontraída, vivências e conquistas, curiosidades e bobagens. Obrigada pela visita!

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sábado, 5 de maio de 2012

I Semana Brasileira de Montanhismo - retrospectiva e futuro

+ SOS Ambiental - maternidade
+ Campeonato Brasileiro de Boulder - na torcida
+ Palestra sobre escalada esportiva - com Belê
+ Debates sobre futuro do cenário competitivo
+ Meu momento na escalada esportiva

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Ois!

O feriado de 1º de maio deste ano foi bem corrido para mim, com mesclas de eventos sociais e os acontecimentos da I Semana Brasileira de Montanhismo.

No sábado, aproveitei, ao lado da minha filhota, a festa de uma amiga, filha de uma grande amiga.
Por lá, entrei em contato com o trabalho de um grupo chamado SOS Ambiental, que apresenta às crianças diversos animais como cobra, sapo, rã, tartaruga, lagarto, baratas, entre outros, explicando suas diferenças e peculiaridades.

Por um lado, achei muito interessante o trabalho preocupado em proporcionar uma relação de harmonia entre o homem e o meio ambiente, influenciando a criança para que seja mais preocupada com o meio ambiente.

Confesso que fiquei encantada com esse contato e informações sobre cada espécie, tão envolvida quanto as crianças.
 O problema, realmente,  são os gritos da criançada atormentando os pequenos animais, gritaria que o biólogo tentava sempre amenizar explicando o quanto o 'auê'  comprometeria ainda mais a harmonia dos animais ali presentes.

Por outro lado existe uma dicotomia entre objetivar a preservação de espécies e respeito aos animais e mantê-los 'presos' para esse contato com o 'cidadão', por isso fui pesquisar como o trabalho é feito - ao que parece todo animal é mantido de forma responsável com autorização do IBAMA e controle rígido sobre a evolução e tempo de cada espécie.
Quem quiser sabermais sobre esse trabalho acesse: http://www.sosambiental.com/

"E segura o grito, criançada, porque senão o jacaré vai ficar tenso! "

BRASILEIRO DE BOULDER
No domingo, 'pernas pra que te quero' rumo ao Rio de Janeiro para prestigiar a I etapa do  Campeonato Brasileiro de boulder que rolou na Urca durante a I Semana Brasileira de Montanhismo.

Apesar de estar em um semestre 'off 'de competições, me recuperando do estrago que um bichinho microscópicco fez com o equilíbrio de meu organismo, me programei para assistir aos montrinhos do boulder nacional e sentir a energia de um Campeonato na torcida e ao lado de amigos queridos.
Como era de se esperar, no feminino, a Thaisinha Makino apavorou mandando todos os boulders da final.

Confira seu relato sobre a competição em: http://www.webventure.com.br/comunidade/blog/home/id/78/idPost/6225/t/Mais+videos+para+animar+semana+fria+chuvosa

No masculino, o route-setter André Berezóski foi rigoroso, construindo boulders bem difíceis e com leitura precisa.
O problema é que, com o formato aberto da final,  quando um atleta entrava para tentar um movimento e realizava 'errado' um movimento, toda a penca tentava errado também... rsrs...

Com isso, quem se deu melhor foi o Felipinho Camargo, único a mandar um dos boulders durante o tempo do circuito final.
Alucinante a final masculina também!!

PALESTRA - ESCALADA ESPORTIVA
No dia seguinte, eu e o Belê afinamos nossa palestra que rolou às  16h30 no IME (Instituto Militar de Engenharia) enquanto caia um pé d`água poderoso lá fora.

Durante a palestra, falamos sobre nossas vivências como atletas da escalada esportiva por quase 20 anos, sobre as dificuldades, viagens, amigos que conhecemos em competições pelo mundo a fora, realidades internacionais, realidade da escalada nacional, treinamento, entre outras curiosidades.



Como é muita história e muita informação, 1hora e 40 minutos foi pouco e tivemos que acelerar no finalzinho para não ultrapassar o horário do nosso companheiro de montanhismo e  também palestrante Rodrigo Raineri.

Após falar um pouco sobre escolhas dentro da escalada em pró da maternidade, tive a felicidade de escutar do Rodrigo o quanto ele também se identificou com parte da minha história,tratando-se da luta para seguir se superando na escalada e, ao mesmo tempo, exercer a paternidade... e consequentemente, sentir-se pleno.


Eu já havia lido boa parte do seu livro -  No Teto do Mundo, e me identifiquei também com a luta em administrar diversas paixões, para atuar com equilíbrio tanto na escalada enfrentando novos desafios, como no papel como educadores e seres participantes nas vidas de nossos filhos,  e, ainda, na busca pelo sucesso na vida profissional.

Voltando às questões levantadas após a palestra de escalada esportiva de competição, eu e o Belê fomos questionados sobre a presença em debates para a evolução do cenário competittivo no Brasil.

CENÁRIO COMPETITIVO
Para nós, as teorias sobre o que deve ser feito não requerem mais muita discussão, talvez porque esteja claro (para nós) que o que faz um esporte evoluir é a prática.

Costumamos participar já há anos de discussões pela internet e algumas reuniões em pró da esportiva, em apoio e contato com a CBME e seus dirigentes.

Para registrar mais uma vez a teoria discutida e nossas visões como atletas, é fato que para haver a prática é preciso haver ACESSO.
E para haver acesso, é preciso que hajam apaixonados dedicando tempo na construção de estruturas, na abertura de vias e na organização de eventos em diversos estados.

E para que os apaixonados mantenham-se apaixonados e motivados em todo esse trabalho é preciso INVESTIMENTO. Sem apoio de empresas ou governamental, não existe milagre.

Uma vez que existem as paredes com o mínimo de guias e professores capacitados e conscientes, o público vai surgindo, vai sendo reconstruído e motivado a continuar, e dele, alguns nomes vão se interessando pela prática da escalada competitiva.

Esse público irá filiar-se a uma entidade estadual ou nacional (que teoricamente irá organizar o esporte competitivo em diversas escalas) se tiver benefícios com isso. Poucos irão se fiiliar em 'nome do esporte', pois é uma visão a longo prazo e a maioria busca o retorno no dia a dia.

As pessoas irão se filiar se soubererm que seu investimento está sendo revertido para algo de seu interesse, seja ele qual for dentro do montanhismo.

Logo, as entidades precisam de especificidade, pois os interesses diferem, já que as formas de expressão dentro do montanhismo são incrivelmente amplas.

E com esse caminho pontilhado, traçado e retraçado a cada ciclo, quem sabe a parte competitiva não tome rumos ainda mais positivos.

Grande parte dos atletas de base competem por paixão, investem em campeonatos e em treinamento sem pensar em retorno financeiro.
 Mas sem dúvida, se tiverem benefícios dentro de uma entidade- seja ela um clube com palestras, descontos em fisioterapia, treinamentos, hotéis, nutrição, e por aí vaí, ai sim o cenário vai sendo construído em cada pólo.

Contudo, o atleta investe tempo e dinheiro em treinamento e competições. Se ele tiver que se se envolver em muita política que comprometa a pureza e prática da escalada, é mais um atleta desmotivado que irá buscar um esporte mais organizado.

Por isso, normalmente o atleta não pode ser o staff, mas o staff é normalmente formado por ex atletas e esportistas que entendem toda a realidade de maneira sensível e buscam estar envolvidos de alguma forma pela paixão vivida e dedicada por toda uma vida.

E, mesmo com muita paixão, nem o atleta, nem o staff sobrevivem sem o mínimo de investimento para cobrir as despesas básicas.

Para mim, a estrada dentro do cenário de competição foi incrivelmente frutífera.

Por 20 anos fui me virando com os benefícios que iam surgindo, entre eles oportunidade de ACESSO através da 90 graus,  posteriormente com a Casa de Pedra, participando de todos os eventos realizados pela APEE em épocas de maior motivação e apoios, de abdicações em pró de viagens para rocha, de muuuito trabalho em busca de patrocínio e apoio, de muito treinamento e foco para justificar esse patrocínio e de muito amor e respeito ao lidar com qualquer ser humano que manifestasse paixão pelo esporte.

Por tudo isso, foi muito emocionante e gratificante fazer parte da I Semana do Montanhismo Brasileiro e dividir um momento de energia positiva ao lado de  tantos outros nomes que não cabem aqui como: Edemilson Padilha, Eliseu Frechou, Kika Bradfort, Thais Makino, Felipe Camargo, toda galera da 4 climb, amigos do Rio de Janeiro, Silvério e Jussara Nery, Sandra Nakamatsu, Ana Paula, Felipe Dallorto, Lucas Jah, viiiiixe, a praça da Urca tava cheia mesmo, hein!

DOCUMENTÁRIO SOBRE O MONTANHISMO BRASILEIRO
No dia seguinte, já em Sampa e ao lado da filhota, fiquei novamente emocionada ao assistir um documentário realizado pela SportTV com matérias sobre diversos cumes pelo Brasil -  Agulhas Negras em Itatiaia, Dedo de Deus no Rio de Janeiro, Monte Olimpo no Marumbi - Paraná, Pedra do Baú entre São Bento do Sapucaí e Campos de Jordão - São Paulo.

Parabéns de coração a todos os envolvidos nessa matéria, ficou um registro lindo!
http://sportv.globo.com/videos/zona-de-impacto/t/ultimos/v/zona-de-impacto-100-anos-de-montanhismo-no-brasil-30042012/1926987/


PRÓXIMAS ETAPAS DE BOULDER
Em junho, entre os dias 7 e 10 de junho vai rolar a 2ª etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder em São Bento do Sapucaí.

Confesso que, enquanto recupero minhas energias, tratando-se de escalada e de tempo livre, só penso em escalar vias na rocha e curtir minha filha, por isso, acredito que eu esteja cada vez mais na torcida em campeonatos de boulder...
Tudo depende das circunstâncias do momento!

Por hora, quero agradecer demais ao Belê pela parceria na palestra na I Semana de Montanhismo Brasileiro... o resultado e sintonia percorrendo nossa história foi surpreendente e muito gratificante.

Parabéns também, mais uma vez, a todo staff da I SBM - o evento foi um grande sucesso.

Valeu galera...
Força e motivação a todos nós....
& Feliz Dia das Mães a todas as mamães!!!








Um comentário:

Sandra Mitiko disse...

Linda, pra variar um belo relato!
Realmente a I Semana Brasileira de Montanhismo estava muito legal, espero que seja mesmo a primeira entre muitos!

... "Superfície azul do céu, asas em curva de dores, Fernão Capelo levanta e voa, porque voar é importante, mais que comer e viver.

Caro é pensar diferente, viver em infinitos, voar dias inteiros só aprendendo a voar. Gaivota que se preza tem de sentir as estrelas, analisar paraísos, conquistar múltiplos espaços.

Gaivota que se preza precisa buscar perfeição. Importante é olhar de frente, em uma, em dez, cem mil vidas.

... nada é limite: voa, treina, aprende, paira sobre o comum do viver.

Se o destino é o infinito, o caminho é nas alturas!"

(Fernão Capelo Gaivota)

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"Time stand still... I'm not looking back, but I want to look around me now, see more of the people and the places that surround me now...Time stand still...Freeze this moment a little bit longer, Make each sensation a little bit stronger, Experience slips away...The innocence slips away..."

(Rush and Climbing - since 1993)

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